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Conde de Penha Longa
Proprietário e negociante de grosso nas praças comerciais de Lisboa, Baía, Londres e Manchester, conquistou bons amigos pela sua honestidade e inteligência. Casou-se a 18 de Dezembro de 1855 com a sua sobrinha D. Clementina Libânia Pinto Leite, filha do seu irmão José Pinto Leite. Em reconhecimento das suas largas benemerências, foi agraciado com o título de Visconde da Gandarinha por decreto de 27 de Janeiro de 1869 e, mais tarde, com o de Conde de Penha Longa, por decreto de 4 de Março de 1886. Entretanto, também ascendeu a Par do Reino por carta régia de 8 de Janeiro de 1881. Foi ainda Comendador da Ordem de Cristo de Portugal e Comendador da ordem da Rosa, do Brasil. Faleceu em Lisboa. Condessa de Penha Longa
Era dotada de esmeralda educação, de sentimentos nobres e era exemplo de civismo e modelo de virtude. Foi agraciada juntamente com o seu marido com o título de Viscondes da Gandarinha e depois com o de Conde de Penha Longa. Foi fundadora do Asilo da Gandarinha (actual Fundação Condessa de Penha Longa), bem como da escola Agrícola de Masamá, em Sintra. Pela seu coração magnânimo alcançou estima e admiração de todas as classes sociais. Faleceu no Asilo da Gandarinha a 17 de Setembro de 1921. Visconde do Carregoso
Foi sócio da Companhia de Caminhos de Ferro ao Sul do Tejo e fidalgo cavaleiro da Casa Real. Foi, ainda, eleito deputado da nação, em diversas legislaturas, de 1861 a 1864. Teve, também, a condecoração de comendador da Ordem da Conceição. O Visconde do Carregoso beneficiou, de diversas formas, a terra que o viu nascer. Em 1870, para a instrução de crianças do sexo masculino, criou uma escola primária em Cucujães, considerada, na época, como uma das mais bem equipadas do distrito de Aveiro. Fora desta terra, António Brandão ajudou à construção do antigo Convento da Madre de Deus em Lisboa, cidade onde veio a falecer no dia 26 de Setembro de 1878. Dr. Ferreira da Silva
A 24 de Maio de 1877 foi nomeado lente da Academia Politécnica do Porto e em 1882 foi eleito membro da Sociedade Química de Paris. Em 1885 foi agraciado pelo Governo português com a Comenda da Ordem de S. Tiago, de mérito científico. A 30 de Abril foi ainda nomeado, pelo Colégio Científico, Par do Reino Colectivo. Também foi nomeado cavaleiro da Legião de Honra em 1908, por proposta da Sociedade Química de Paris. A 24 de Abril de 1924, os cucujanenses ergueram-lhe um busto no Largo do cemitério em frente à casa onde nasceu (Seminário das Missões, Cucujães). Abade Arede
Escreveu três monografias de reconhecido valor sendo elas nos dias de hoje autênticas raridades tais como: “Cucujães”; “Cucujães e o seu Mosteiro com o seu Couto nos Tempos Medievais e Modernos” e “Museu de Cucujães”. Faleceu em Outubro de 1953 e encontra-se sepultado no cemitério da vila que tanto amou: Cucujães. Manuel Alves Soares
Fez diversos donativos para melhoramentos da Igreja, para a sustentação do Hospital em Faria de baixo e deu generosos subsídios à Escola do Carregoso. Com a ideia de se construir um hospital em Cucujães, foi elaborada a planta e chegou-se a juntar pedra e madeira para o efeito. Manuel Alves Soares sempre esteve na disposição de contribuir significativamente para esta obra. No entanto, nunca se concretizou. No seu testamento deixou uma dádiva de 600 contos à Misericórdia de Oliveira de Azeméis e 100 contos às Misericórdias de Cucujães e do Porto. Faleceu aos 62 anos, a 12 de Dezembro de 1941. Agostinho Lopes da Costa
O seu nome encontra-se ligado à fundação ou à presença nos órgãos sociais de colectividades, associações, instituições de assistência ou beneficência que em, grande parte, dependeram da sua iniciativa ou da sua acção. À Misericórdia e ao hospital de Cucujães Agostinho Lopes da Costa deu parte de si, com muito trabalho, a favor da instituição onde foi também seu distinto administrador.
Manuel Marques Castro Lopes
Empreendedor e inflexível na defesa dos interesses e do desenvolvimento local, nunca se deixava enfraquecer perante qualquer dificuldade por muito grande que ela pudesse parecer. A sua obra e acção fizeram-se sentir também na Fundação Condessa de Penha Longa, na Fundação Manuel Brandão, na Misericórdia de Cucujães, no Atlético Clube de Cucujães, no Clube Desportivo de Cucujães e na Comissão Fabriqueira, entre outras. Faleceu com 73 anos, a 2 de Fevereiro de 1993. Agostinho Gomes
Passou a infância em Cucujães (até aos onze anos) e em Singeverga (Minho), dos onze aos quinze. Fez a instrução primária na terra natal (na Escola Primária do Picoto) e os estudos secundários foram repartidos por diversas escolas – Colégio de Singeverga, Colégio de Oliveira de Azeméis e Colégio Coimbra. Frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde concluiu a licenciatura em Filologia Românica e o Curso de Ciências Pedagógicas. Efectuou também, em Coimbra, o Exame de Estado. Agostinho Gomes exerceu sempre o professorado, passando pelos mais diversos estabelecimentos de ensino, conciliando a docência com a escrita onde deixou uma rica e variada obra literária publicada, desde poesia a ficção. Títulos como “Música do Silêncio”, “Ladeira” e “Ilha Verde” merecem destaque no campo da poesia, bem como “Um rio separa os homens” e “Terra Abandonada” no âmbito da ficção. Faleceu em 11 de Julho de 1998 em Vila Nova de Gaia. De forma a homenagear a personalidade e a obra desse grande vulto da poesia a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, através da sua Biblioteca Municipal conjuntamente com o pelouro da Cultura da Junta de Freguesia de Cucujães e o Departamento Cultural do Núcleo de Atletismo de Cucujães, instituiu, no ano 2000, um concurso de poesias inéditas denominado ‘Concurso de Poesia Agostinho Gomes’. |
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